Buscar
  • Redação Cabral Associados

A importância das métricas ou medições humanas na liderança do mundo corporativo

Por: Simone Moura Cabral, coordenadora do Núcleo de Desenvolvimento de Pessoas





As Empresas são organismos vivos, pensantes e em processo de evolução constante. Por isso, a importância de se acompanhar o desenvolvimento do seu capital intelectual presente nos órgãos correspondentes.


O nível estratégico e tácito das empresas quer acompanhar seu próprio desenvolvimento e sua autossuperação porque estimula a motivação, alinha com o propósito pessoal de cada ser humano em processo de construção interior e de autodescoberta.


É através da pesquisa e das medições que se consegue avanços teóricos, entendimento das relações e interconexões dos diferentes construtos entre si e com outras variáveis (como características da personalidade, habilidades, por exemplo), além de, por fim permitir aplicação dos novos conhecimentos desenvolvidos na prática profissional. No entanto, para que se possa realizar pesquisa na área de Psicologia Positiva aplicada ao mundo organizacional, precisa-se de instrumentos, métodos e técnicas validadas de avaliação. Sem essa premissa, realmente, não se consegue avançar. Por isso, a importância de perceber a evolução de nosso autoconhecimento na vida pessoal e seus desdobramentos no mundo do trabalho (Hutz, 2016).


Em meio a essas reflexões, as consultorias e mentorias que oferecem essa percepção ao longo dos processos tem uma atratividade e ganho maior para os envolvidos, que são a empresa, equipes, clientes, parceiros e familiares.


A Psicologia positiva pode ser aplicada, utilizando de intervenções no campo clínico, escolar e organizacional. Snyder e Lopez (2009), mencionados por Hutz (2019) propôs um modelo básico no tocante a prevenção e a potencialização, ou seja, pode-se auxiliar no processo de prevenir, como também, potencializar os comportamentos e ações já presentes.


Com relação a prevenção, aspecto necessário de ser observado, ela é subdividida em dois (2) aspectos que são: 1) primário; 2) secundário. No primeiro momento, o primário irá verificar o que pode ser ruim e pará-lo, antes mesmo que aconteça. Tendo como exemplo: um comportamento repetitivo de um líder que tem dificultado a comunicação entre os outros líderes, antes que possa gerar um “mal entendido”, é necessário mudar de perspectiva. No aspecto referente ao secundário, desenvolve-se quando a problemática já se faz presente. Como exemplo é: na área colaborativa, dificuldade de fazer parcerias na liderança porque soube de uma ‘história nos corredores’, provocando disse me disse.


Na área referente a potencialização, tem-se a potencialização primária, na qual consiste em ações no sentido de tornar a vida boa. Um exemplo de tal prática no mundo corporativo é degustar e contemplar os resultados alcançados nos processos desenvolvidos e a sensação de bem-estar e de dever cumprido. Com relação a potencialização secundária, a ênfase acontece em tornar a vida o melhor possível, aumentando os níveis positivos para se chegar ao máximo em termos de satisfação e desempenho na vida. Um exemplo é o reconhecimento a nível de comunicação verbalizada entre os envolvidos, a clareza e a fluidez no trabalho em equipe, proporcionando empoderamento e sensação de continuidade.





O acompanhamento com as métricas no mundo corporativo traz muitos benefícios para a gestão na empresa, como também, um engrandecimento para a vida pessoal e no ambiente de trabalho por parte das pessoas envolvidas. Diga-se mais, não só as pessoas nas organizações sentem esse processo de evolução e sim todos os parentes, familiares mais próximos e até os próprios clientes.


Com a utilização das medições possibilita-se:

  • Acompanhamento do crescimento individual e coletivo por parte dos líderes, colaboradores envolvidos, gestão e clientes;

  • Reconhecimento e desenvolvimento das potencialidades e forças pessoais impulsionadas pelo trabalho de Psicologia Positiva;

  • Aumento da autoestima e bem-estar subjetivo (BES) pessoal e consequentemente junto as equipes;

  • Fluidez maior na comunicação entre os líderes e respeito no posicionamento de cada um;

  • Maior união e parceria com clientes e nas equipes envolvidas com sensação de pertencimento.

3 visualizações